Voar é uma maneira de ser.
Interessante observar como na linguagem cotidiana encontramos expressões que questionam a maneira de ser da pessoa: "Deixe de ser avoado..."; "Você está sempre voando..."; "Teus voos pindáricos nos deixam confusos...".
Essas expressões se referem à perda da realidade: a pessoa deixa de pisar no chão, perdendo o sentido da realidade e da convivência.
A linguagem nos ajuda a entender o sentido profundo do voar: só quem pisa bem no chão voa com precisão. O problema não está no voar mas na falta de segurança que faz do voo uma fuga.
Voar não é fugir. É aproximar distâncias.
Votos que voemos de verdade para consolidar a rede da comunhão, justiça, dedicação e convivência. Não voamos para fugir mas para plenificar a realidade humana.
PACIFICUS
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