BOAS DICAS :-)

sábado, 24 de outubro de 2009

Aviadores-mirins também visitam nosso Blog!

Como a aviação e os aviões encantam todas as idades é natural que em uma etapa da nossa vida sejamos mais especialmente enlevados pela arte de voar: a nossa Infância.

Por isso neste Pós-Dia do Aviador deixo espaço pro Léozinho (Canoas/RS) e pra Clara (Porto Alegre/RS). Fica aberto o Hangar pra mais aviões desse Brasilzão!


Talvez não haja momentos mais felizes e que mais nos remetem a coisas boas quanto aos que nos levem a quando éramos crianças (ou pelo menos quando nos chamavam assim...).


Acompanhar atentamente as evoluções  de uma bolha de sabão, assoprar um dente-de-leão (aquela plantinha que parece uma pluma, com suas sementinhas que flutuam), ou até mesmo desenhar nossas  máquinas voadoras é parte desse enlevo.
Saímos do sonhador para o sentido prático em poucos anos. E deixamos o brilho infantil também de lado. Peneiramos, com a experiência, até as proteínas do suco da vida. E, se deixarmos nos convencer que esta é apenas dura, acabamos não entendendo bem "o moral da história" e bebemos o bagaço.



Sorva o Suco da Vida, Aviador! Continue Voando!

Fraterno Abraço!

João MADRUGA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DIA DO AVIADOR!!! Pelo menos no Brasil!! Obrigado, Santos-Dumont e pioneiros...


Pela primeira vez nosso Blog comemora o seu Dia do Aviador. Aproveito pra reeditar um texto ficcional  que escrevi (baseado nas memórias de Santos-Dumont), quando da comemoração dos 100 anos do primeiro voo do avião (2006):

Naquele 23 de outubro de 1906, ao chegar com o avião em Bois de Boulogne (Paris/França), sinceramente não imaginava ainda ser possível completar mais de 25 metros pelo ar. Mas assim como ocorreu com tantos inventores que enfrentavam o contraditório dos seus contemporâneos, percebi que o mesmo costumava ocorrer comigo. Quando da ascensão do pequeno balão ‘Brasil’, chamavam-me de louco ao tentar subir com aquela ‘bolha de sabão’. Foi difícil com o Número 6 contornar a Torre Eiffel, mas também ocorreu o mesmo. Seria diferente com o 14-bis? Eu já havia marcado com os juízes e não poderia adiar dessa vez.

Eles olharam-me incrédulos quando cheguei ao campo. Havia uma multidão aguardando em Bagatelle e eu até reconhecia alguns rostos ansiosos, que costumavam presenciar as demonstrações. Enquanto verificava o pequeno motor Antoinette, ouvindo o vozerio que nos rodeava, ocorreu-me, estranhamente, a expressão mineira ‘Uai, mas é gente, hein?!’ - não pude evitar um leve sorriso no canto da boca. Mas não podia perder a concentração e a confiança depositada pelos poucos que confiavam ser possível o feito.

Refiz a postura, ajeitei a gravata e as abas do Panamá e subi à nacele. Mais uma revisão sobre o entelamento do bis e tudo estava pronto. Quis ir a favor do vento. Era unânime entre os aeronautas da época que se deveria voar no mesmo sentido da brisa.
  
 Mas a segunda tentativa mostrou que meu destino era mesmo ‘voar contra o vento’. Senti a pressão ascensional antes mesmo de esperá-la! Cheguei a perder o gramado à frente da vista. Quando retomei a atitude da aeronave tive que a manter firmemente voando reto e horizontal ao chão, pois ela ainda queria voar mais...

Adernávamos para um lado e para outro, e o vôo já estava tornando-se crítico. Estávamos certamente, como evidenciaram após, a mais de 2 metros do solo. A velocidade diminuindo e a altura aumentando, tudo muito rápido. Seguir adiante disso seria perigoso. E como observei, de soslaio, os juízes ficaram para trás e aplaudindo; pensei: ‘C´est tout!’.


Enquanto ainda corrigia o alinhamento para o pouso, uma das asas tocou antes o solo, sacudindo toda a estrutura e desajeitando meu chapéu. Não demoramos a parar e menos ainda de sermos envolvidos pela multidão, que parecia ovacionar-nos por Santô, repetidamente. Sim, ovacionar a “nós”. Eu e minha criação tornamo-nos um naquele momento. Quase sempre falavam de mim e dela como um ser único e indissociável. Mesmo com tantos outros experimentos antes e depois do 14-bis, foi por ‘aquele minuto memorável na história da humanidade’ que meu nome foi mais difundido. E através de mim que o invento ficou gravado na memória dos que comemoram este século do primeiro vôo do avião de nome 14-bis.



Há cento e três anos demonstrei isso através de uma invenção, à custa de muito estudo, persistência e risco. E convenci-me de que nenhum invento é mais brasileiro do que o avião. A lembrança secular da minha maior conquista pessoal une-se ao perfil brasileiro, quando se vê que hoje o avião pode unir Céu e Terra e descobrir novos horizontes muito além da planície.

Parabéns, AVIADOR(A)...
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pior que uma aeronave sem controle é o céu Sem ele...

Controladores de Voo! Perdoem não publicar no dia 20 de outubro o Dia do Controlador!



"Nossa Redação" achou por bem antepor as Damas primeiro. Sei que compreendem...
Mas segue um inestimável texto-homenagem, bem a altura dos anjos da guarda dos nossos céus.


PARABÉNS PELO SEU DIA, CONTROLADOR - 20 DE OUTUBRO

"Caros amigos,


alguns dizem que está em extinção. Nem logrou êxito em ser profissão regulamentada ainda e virtualmente já era. Foi e é conhecida, carinhosamente ou por motivos não tão nobres (distinguirem-se dos balizadores de aeronaves dos pátios de manobras), como controlador de voo, coisa que irrita muita gente que voa. E a mim também, que não controlo mais nada desde que casei (rsrsrs).

Esse controlador de voo vem se tornando cada vez mais um prestador de serviços ao invés de "simples" executor de uma atividade operacional. Ele, agora, e talvez desde sempre, ao que parece, entrega um Pacote de Segurança ao seu cliente estratégico, o piloto de linha aérea comercial, a aos seus outros clientes em geral, civis ou militares. É no controlador de tráfego aéreo que se concentram as informações produzidas e disponibilizadas pelos subsistemas complementares de Informações, Meteorologia, Comunicações e Manutenção Aeronáuticas e é o controlador, no seu proprio subsistema, que as interpreta e as dispõem para melhor eficiencia dos pilotos na condução das aeronaves.

Ao contrario do que muitos pensam acerca de radares e consoles tecnológicos de "última geração", a principal ferramenta de trabalho do controlador de tráfego aéreo é o seu proprio cérebro e depois a pista onde pousam e decolam seus clientes potenciais. O cérebro, como não funciona sozinho, depende imensamente de fatores psicosociobiológicos, não necessariamente nessa mesma ordem, que proporcionem uma capacidade ótima para o desafio da entrega cotidiana do Pacote de Segurança citado mais acima.

Analisando a geometria de pistas de pouso, decolagem e de taxi, bem como a disposição dos estacionamentos nos pátios, para quem é de Torre de Controle, conjugando-as com as informações disponíveis apresentadas pelos pilotos, comparando-as com as regras vigentes e internalizadas por todos ao mesmo tempo em que submete tudo isso ao confronto com os AIRACs/NOTAMs, meteorologia local ou jurisdicional em "tempo de atuação", o controlador de tráfego aéreo processa tudo e detecta possíveis conflitos em cerca de 3 a 5 seg, em média, dependendo do autor da pesquisa.

As mudanças na tecnologia embarcada das aeronaves, tanto para detecção de ameaças e falhas (segurança) como para tomada de decisões, tornam o espaço aereo jurisdicional mais povoado para o controlador, porém, a assincronia verificada na contrapartida com o que dispõe para trabalhar, revela as vulnerabilidades desse "excepcional" controlador de tráfego aereo citado no parágrafo acima na eficiencia e eficacia de sua entrega dos Pacotes de Segurança.

Para manter a Produção, este controlador aprende a trabalhar com sistemas intermitentemente degradados e ao acostumar-se a isso reage com menos prontidão a detecção de conflitos. Já não sabe, pois, se o conflito é "real" ou se é produzido por um dos tipos de degradação apresentados, portanto, de certa forma, inóquo. Quando chega a esse ponto, a doutrina operacional apresentada pelo Manual de Degradação dos Sistema de Controle de Tráfego Aéreo local de nada serve. Mas é com o que ele antecipadamente prevê que o Supervisor, entre outros da sala operacional, está obrigado a recorrer e a implementar as ações mitigadoras.

Vai-se apor, em certo momento de uma investigação, que houve uma "Perda da Consciencia Situacional" quando na verdade houve uma perda da própria situação, de como ela devia ser desde o seu projeto, e seus níveis de degradação e recuperação. Se a situação foi corrompida e se trabalha conforme aceito pelos varios niveis organizacionais, a "Perda de Consciencia Situacional" é coletiva e, mais, irrecuperável e com trajetória rumo ao acidente.
Remontar o sistema corrompido para trabalhar -- agora íntegro e de novo estável -- sob o design projetado para outra época é retroceder às metas propostas pelo CONOPS que atende a um anseio global. Criar um sistema totalmente novo, portanto ainda instável, é temerario porquanto não se tem os recursos humanos adequadamente formados e capacitados para operá-lo ou, ao menos, saber reagir com o binômio eficiencia-eficacia as possiveis falhas. Reagir com eficiencia-eficacia exige experiencia e esta vem com a antiguidade operacional do Recurso Humano.


Enquanto a "antiguidade operacional do Recurso Humano" do atual controle de tráfego aéreo brasileiro vem sendo extinta e substituída em tempo recorde por Recursos Humanos mais predispostos, e talvez ávidos, a trabalhar com o ambiente novo, instável e temerário em sua "tecnologia de ponta" conjugada sistemicamente à aeronave, uma lacuna de proficiencia se abre entre o que tínhamos e o que precisamos ter.

Esse é o nosso cenario atual, caro controlador de voo, caros amigos. E para não ficar crítica pela propria crítica sem apresentar um caminho diferente ao pseudo-dilema "se ficar o bicho come e se correr o bicho pega" que isso tudo acima disposto enseja, creio que a solução é intermediaria: nem fica e nem corre. Nem extingue-se o antigão e nem se supervaloriza o novinho, mas conjuga o que há de melhor entre os dois.

Valorize-se a experiencia de um e sua visão estratégica de múltiplas táticas para solucionar em tempo hábil, ou seja, eficiente e eficazmente, a maioria dos problemas, e valorize-se a avidez do novo pelo aprendizado aliada a facilidade de absorção que tem das novas e necessarias tecnologias envolvendo-os num círculo virtuoso. Mas para isso será preciso horizontalizar e unificar mais o que está verticalizado e cindido, administrativa e organizacionalmente falando.
São considerações e votos para este dia 20 de outubro, dia internacional do controlador de tráfego aéreo.



Bemildo Ferreira - Controlador de Tráfego Aéreo.
P.S.: não vou fazer a revisão do texto. Será um tipo wysiwyg(*)."

* wysiwig - What You See Is What You Get
http://pt.wikipedia.org/wiki/WYSIWYG

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Essas Mulheres Pioneiras... e BRASILEIRAS!!!

Já que falamos de pioneirismo feminino ontem, aproveito pra homenagear as precursoras da aviação brasileira.

Anésia Pinheiro Machado (primeira mulher a cruzar os Andes pilotando - Brevet 77 da Federação Aeronáutica Mundial), Ada Rogato (primeira pára-quedista e volovelista) e Thereza Marzo (Obstinada em estimular a aviação - Brevet 76 da Federação Aeronáutica Mundial).


 Independente da primazia entre elas, deixo minha homenagem a essas "moças".

Vale conferir...



terça-feira, 20 de outubro de 2009

Amelia Earhart - Filme de uma das Pioneiras

Hoje, colaboração do amigo Fonseca sobre o filme-documentário de Amelia Earhart. A aviadora americana, após vários reides aéreos desapareceu no Oceano Pacífico (o Pacificus não tem nada a ver com isso...) em 1937. Nos Estados Unidos, ironicamente, será lançado em 23 de outubro. Mas não sejamos reativos - a aviação é uma construção de conhecimento. No Brasil devem lançar em março de 2010 ou antes. Confiram a dica do nosso amigo:


"Dia 23 de outubro será lançado nos EUA o filme Amelia, que conta a história da Sra. Amelia Earhart. Ela foi a primeira mulher a cruzar o Atlântico e a primeira, entre homens e mulheres, a cruzar sozinha o Pacífico.

Desapareceu durante uma tentativa de dar a volta ao mundo.

Acho que vai levar um tempo para chegar aqui no Brasil. Entretanto, já vale a dica e aguardar sua chegada.
Aqui vai o link para o trailler (youtube):
http://www.youtube.com/watch?v=ioZCEpRLpxo

E o link para o site do filme
http://www.foxsearchlight.com/amelia/


Abraço!"

R.Fonseca

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Semana do Aviador para PACIFICUS

Nesta Semana, PACIFICUS faz uma interessante "Reflexão para Voar melhor" em homenagem à Semana da Asa (ou do Aviador):

SEMANA DO AVIADOR.


Leonardo da Vinci foi o verdadeiro precursor da aviação. Partia de um princípio: se os passaros voam, é possível para o homem voar; somente conseguir entender e aplicar o movimento das asas dos passaros, que se movem segundo leis matemáticas perfeitas..


E Leonardo estudou e experimentou. Desenhou máquinas engenhosas que imitassem os voos dos pássaros. Até pôs em perigo sua vida, experimentando uma delas.


Semana do aviador. Semana que consagra a coragem do homem de reconhecer que não existem sonhos, mas somente esperanças que se concretizam na medida em que a mente convive com a natureza.


Meu caro aviador. Não use somente os instrumentos de conquista produzidos por outros, mas faça de sua vida uma conquista por saber voar na JUSTIÇA, no AMOR, na SOLIDARIEDADE e na PAZ.

domingo, 18 de outubro de 2009

Um dia de silêncio, desejando PAZ "nos ares" do Rio

Lamentando imensamente a desmoralização a que chegaram nossas "forças públicas", que espero um dia ressurgirem não das cinzas, mas da lama...

Deixo apenas uma homenagem aos amigos aeronautas abatidos, como alvo diverso da ira social em que chegamos...